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IV Conferência Nacional da Rede Anticapitalista

25 e 26 de Janeiro – Padaria do Povo (Lisboa)

A Rede Anticapitalista junta forças na sua IV Conferência Nacional, que terá lugar em Lisboa a 25 e 26 de janeiro. Sob o mote “Reforçar o Bloco para uma esquerda de combate”, os ativistas da Rede Anticapitalista apresentam as suas propostas para uma ação de base militante, que contribua para o enraizamento do Bloco como um força socialista e popular. Os dois dias do encontro serão dedicados a quatro temas decisivos à esquerda.

1. Como enfrentar a nova e a velha direita num mundo de pernas para o ar?

Na Europa, com os ventos de uma nova crise no horizonte, o impasse de representação que abriu portas à extrema-direita é um dos legados maiores das políticas austeritárias. A subida do Vox no Estado Espanhol, a polarização impulsionada por Salvini em Itália, a busca pelo poder absoluto de Orban na Hungria são os exemplos maiores de uma constelação de partidos em ascensão. Como combater as táticas de polarização desta nova direita? Está a velha direita a embarcar no discurso de ódio? Que alianças em Portugal e no mundo na defesa dos direitos fundamentais?

2. Como organizar a disputa com o governo PS?

No final do seu mandato de 2015-19, o governo do PS ensaiou uma tentativa de provocar eleições antecipadas, tentando alcançar uma maioria absoluta. Embora tenha depois apostado em alcançar esse resultado nas eleições de outubro de 2019, e de novo fracassado, o projeto continua a ser determinante para a política do governo. Quais os bloqueios à esquerda do novo governo? Que propostas deve a esquerda construir para alcançar maiorias sociais? É possível uma alternativa política sem mobilizações de base?

3. Que forças para uma esquerda de combate em 2020?

A política de choque dos anos da troika e a manutenção das políticas de centro resultam hoje em crises e bloqueios em áreas fulcrais, com respostas coletivas distintas no seu grau de organização. Como e com que alianças se pode enfrentar a crise da habitação nas grandes cidades? Há caminho para um movimento de renovação sindical no país? A vaga de mobilizações feministas pode aumentar em 2020? Que lutas construir para dar corpo social à resposta perante a emergência climática?

4. O que está em jogo na próxima Convenção?

Durante os últimos quatro anos, o Bloco soube estar à altura das exigências. Aprendeu com a experiência, acumulou forças e conquistou confiança popular. Hoje somos mais na construção dos processos e a dar força às propostas do Bloco. Na Rede Anticapitalista, assumimos as escolhas feitas. A última Convenção confirmou o rumo tomado e as decisões organizativas para um Bloco mais forte. Tem razão quem agora argumenta que o Bloco deveria ter provocado uma crise política a meio do mandato anterior? Há uma queda de participação e democracia no Bloco? Como deve o Bloco organizar a sua ação para um enraizamento nacional e popular?

inscrições aqui

contato: redeanticapitalista@gmail.com